Esse jogo desafia até os mais espertos. O único problema é a musiquinha chata pra caramba.
Quando eu tentei pela primeira vez acho que consegui a duras penas chegar no 12º nível. Que fique claro que só não consegui ir mais longe por falta de tempo.
O jogador pode criar objetos que colidem por gravidade com a esferinha, criar planos inclinados bizarros, usar das mais diversas artimanhas para vencer os níveis e é viciante.
Alguns falam em tres ou quatro estados da matéria. Alguns falam em 13 estados. Outros, que é o meu caso, preferem falar em fases da matéria.
O objetivo desse post não é discutir o número de fases ou estados possíveis e identificados, mas sim, em linhas gerais, descrever as semelhanças entre os estados de agrupamento das moléculas nas substâncias conforme as vemos.
Mudanças de fase
A animação abaixo mostra de forma qualitativa as principais mudanças de fase enfatizando que a temperatura não varia durante tais mudanças. Calor Latente.
Visão macroscópica das mudanças de fase
Visão microscópica das mudanças de fase
A fase sólida
Se analisarmos macroscopicamente as substâncias sólidas veremos que possuem forma e volume próprios e bem definidos. Isso pode ser explicado pelo modelo cinético das moléculas.
Num sólido, os átomos e as moléculas estão unidos por forças de origem elétrica que se comportam de forma muito parecida às forças elásticas. São forças restauradoras que tendem a devolver a partícula à sua posição de equilíbrio.
Por esse motivo a analogia com “molinhas” é muito usada. Além disso, o modelo cinético explica que a temperatura em um sólido pode ser traduzida pelo grau de agitação dessas moléculas comprimindo e distendendo as “molinhas” que representam as forças entre elas.
Aqueles sólidos cuja estrutura molecular seja organizada são chamados de sólidos cristalinos e possuem características bem definidas.
Os sólidos que possuem suas moléculas organizadas em redes cristalinas são denominados sólidos cristalinos. O sal de cozinha é um exemplo de sólido que possui esse tipo de estrutura. O gelo é outro.
Outros possuem estrutura desorganizada e de moléculas muito grandes e apolares são chamados de sólidos amorfos e possuem características bem peculiares.
Os sólidos que não possuem suas moléculas organizadas em redes cristalinas são denominados sólidos amorfos. O vidro é um exemplo de sólido que possui esse tipo de estrutura. A borracha e o plástico são outros.
Ao lado vemos um artesão preparando vidro derretido para ser moldado.
Transição de sólido para líquido
Ao cedermos calor (energia) a um sólido que não está em seu ponto de fusão, provocamos nele um aquecimento, o que significa que as moléculas se agitam cada vez mais, forçando cada vez mais as “molinhas”e provocando na maior parte dos casos verificados uma dilatação nas dimensões desse sólido.
As forças entre as moléculas de um sólido não conseguem manter a fase sólida com suas características para sempre. A partir de um certo valor de energia térmica (agitação) das moléculas, essas características tendem a mudar, pois geram energia cinética suficiente para quebrar as ligações que as mantêm em seus lugares e ganham certas liberdades, como por exemplo, passar umas pelas outras e de assumir o formato do recipiente que as contém. A essa transição chamamos fusão.
Nos sólidos cristalinos a fusão acontece de forma brusca. Ao atingir determinada temperatura denominada Ponto de fusão, a substância perde as características de um sólido e escorre, já com características dos líquidos.
Nos sólidos amorfos a fusão geralmente ocorre de forma gradual, com um amolecimento do sólido passando por uma fase pastosa até adquirir as características dos líquidos.
A fase líquida
Macroscopicamente, os líquidos não possuem forma própria. Assumem a forma do recipiente que os contém e na ausência de um recipiente, as forças entre as moléculas tendem a fazer com que os líquidos assumam o formato esférico. Também possuem o que chamamos de fluidez, capacidade de escorrer e pequena resistência à penetração.
Isso acontece porque as moléculas de substâncias no estado líquido se apresentam mais afastadas entre si que as moléculas de substâncias sólidas, o que indica que são forças mais fracas do que aquelas “molinhas” que unem as moléculas de um sólido. Lembre-se que forças elétricas são forças inversamente proporcionais ao quadrado da distância que separa as cargas.
Transição de líquidos para gasosos
Como vimos, num líquido as moléculas ainda estão mais ou menos em contato entre si, mas constantemente se ultrapassam. Você pode fazer uma analogia com uma multidão se acotovelando na saída do cinema após um filme.
Mas se continuarmos fornecendo energia a esse líquido e elevando sua temperatura, chegamos em uma temperatura crítica em que as moléculas possuem tanta energia cinética que conseguem passar livremente umas pelas outras, e podem colidir, ricocheteando violentamente, como bolinhas perfeitamente elásticas. Ocupando assim todo o volume disponível, exercendo pressão sobre as superfícies que tiverem contato. Dizemos que o líquido sofreu vaporização, ou seja, tornou-se um vapor.
A vaporização pode acontecer de três formas distintas:
Ebulição
A ebulição é uma forma turbulenta de um líquido passar para o estado gasoso. Fervura.
Mantendo a pressão constante, a ebulição ocorre a uma determinada temperatura, com agitação das partículas do líquido e com formação de bolhas.
Calefação
A calefação é uma passagem extramamente rápida do estado líquido para o estado gasoso. Imagine uma chapa superaquecida, e em cima dela gotejando água, por exemplo, iremos observar que é muito rápida a passagem da gota de água para vapor, ou seja, antes mesmo de tocar a superfície, a superfície mais externa do líquido passa para vapor, esta passagem é denominada calefação.
Evaporação
A evaporação, ao contrario da ebulição, ocorre a qualquer temperatura, sob a pressão constante. É um processo natural e calmo. Porém esta temperatura é inferior a temperatura de ebulição.
Fatores que influenciam na velocidade de evaporação:
- Quanto maior a pressão atmosférica, menor será a velocidade;
- Quanto mais o liquido for volátil, maior será a velocidade;
- Quanto maior a área de contato com o ar, maior a velocidade;
- Quanto maior for a temperatura do liquido, maior a velocidade.
Macroscopicamente as substâncias na fase gasosa não possuem nem forma nem volume próprios e definidos. São facilmente compressíveis e possuem uma fluidez bem maior que a dos líquidos e menor resistência à penetração.
Isso acontece porque as moléculas de uma substância na fase gasosa estão extremamente afastadas se compararmos com o tamanho das moléculas e se movem em altíssimas velocidades em um movimento caótico (movimento browniano), sendo praticamente nulas as energias de ligação entre essas moléculas e praticamente só exercem forças umas sobre as outras durante as colisões que acontecem constantemente.
Assista no vídeo abaixo a um modelo com bolinhas e um motor, que representa as moléculas de uma substância na fase gasosa exercendo pressão com suas moléculas se movendo de forma caótica.
Ainda na fase gasosa podemos identificar uma temperatura crítica que separa os gasosos que voltam a apresentar características de líquidos quando submetidos a altas pressões (chamados de vapor) e aqueles que mesmo sob altas pressões se mantém gasosos (gases). No caso da água, essa temperatura crítica vale374,15ºC. Abaixo dessa temperatura crítica, temos vapor d’água que se for comprimido volta a ser água líquida e acima dela temos o gás água que mesmo que submetido a pressões muito maiores permanece no estado gasoso.
A fase plasmática
Como curiosidade, também podemos citar a fase plasmática na qual diferentemente dos demais estados da matéria, sólido, líquido e gasoso, a matéria no estado de plasma, nada mais é que um gás ionizado constituído de elétrons livres, íons e átomos neutros, em proporções variadas e que apresenta um comportamento coletivo.
Como será que um gás, com suas moléculas normalmente pequenas comparadas às outras, muito afastadas entre si se compararmos as distâncias com o diâmetro da própria molécula do gás, e em movimento caótico consegue manter um balão cheio?
Lembre-se que nas CNTP (condições normais de temperatura e pressão) 22,4 litros de um gás qualquer possui exatamente 6,02 x 1023 moléculas. O que é muito menos se compararmos com a quantidade de moléculas de água haveriam em 22,4 litros nas mesmas condições ou em um sólido qualquer de 22,4 litros nas mesmas condições.
A pressão exercida por um gás é resultado das inúmeras colisões de suas moléculas com as paredes do recipiente que o contém. Assista abaixo um vídeo com um modelo bem criativo de como isso pode acontecer.
Observe nesse vídeo abaixo o que acontece a um balão cheio de ar sob temperatura ambiente quando jogamos nitrogênio líquido a -190ºC sobre ele. No outro balão o cara simplesmente deixou escapar o ar de dentro.
Repare o ar gelado nas vizinhanças do balão é bem mais denso que o ar atmosférico e vai direto para baixo por convecção.
O nitrogênio líquido, ao vaporizar rouba energia do balão e consequentemente do gás nele contido fazendo com que as suas moléculas percam energia que no caso dos gases é energia cinética. Perdendo energia cinética, a velocidade das moléculas diminui ocasionando uma diminuição no número de colisões das moléculas com as paredes do balão assim como das forças envolvidas durante as colisões o que faz com que a pressão diminua. A pressão atmosférica externa então esmaga o balão até ele parecer vazio. No entanto nenhuma molécula do gás escapou dali. Elas só estão bem mais lentas. É só deixá-las entrar em equilíbrio térmico de novo com o ambiente que o volume do balão se restabelece.
Na época de Torricelli já eram conhecidas e fabricadas as chamadas “bombas de aspiração”, usadas para retirar água dos poços. A explicação para o funcionamento de tais bombas era que a narueza possuia uma propriedade chamada “horror ao vácuo”.
Era mais ou menos assim: quando nós sugamos um líquido usando um canudinho, retiramos parte do ar que está sobre o líquido. O líquido imediatamente sobe para preencher aquele espaço deixado pelo ar que foi retirado. Pois a natureza não admitia o vácuo, ela sentia um verdadeiro horror ao vácuo. As bombas de aspiração que existiam nada mais eram do que pistões que subiam e forçavam a água a subir também para ocupar o vazio deixado em sua subida.
Essa ideia era predominante até que o Duque de Toscana resolveu, em um projeto ousado, irrigar seus jardins retirando a água de um poço de aprox. 15 metros de profundidade. Daí surgiram as dificuldades. Por mais que eles aperfeiçoassem a bomba, não conseguiam fazer com que a água subisse além de aproximadamente 10 metros.
Otto von
Uma das experiência bem sucedidas de se comprovar e existência da pressão atmosférica que ficou mundialmente famosa foi realizada por Otto von Guericke na cidade de Magdeburg, Alemanha e ficou conhecida como “Os hemisférios de Magdeburgo”.
Foi feita em 1654. Guericke construiu dois hemisférios metálicos que se encaixavam perfeitamente. Ao remover parte do ar do interior da esfera assim formada com uma potente bomba pneumática, os hemisférios se mantinham unidos, não sendo possível separá-los nem com o esforço de diversos cavalos. Foi graças aos estudos de Torricelli, com os quais teve contato, que Guericke conseguiu relacionar todos esses fenômenos com a pressão exercida pela atmosfera.
Abaixo uma gravura da época que ilustra o experimento.
A explicação é simples e pode ser visualizada no esquema abaixo dos hemisférios. Se retiramos parte do ar do interior dos hemisférios a pressão atmosférica externa dificulta muito a separação.
Exatamente o mesmo ocorre em alguns brinquedinhos usados para escalar prédios de fachada de vidro. A pressão atmosférica sustenta o maluco que está lá em cima. Na Lua, onde não temos atmosfera, essa escalada seria impossível.
Torricelli, o mythbuster
Evangelista Torricelli era um discípulo de Galileu Galilei que estudava a pressão exercida pela atmosfera e, para solucionar o impasse do Duque, propôs que a água não era sugada pelo pistão e sim empurrada pela pressão atmosférica que atua na superfície do líquido.
Ele foi além. Concluiu que já que a água subia no máximo 10 metros, isso significava que a pressão atmosférica era equivalente à pressão exercida por uma coluna de água de 10 metros de altura.
Considerou ainda que, caso fosse utilizado um líquido mais denso, essa altura seria menor. Como o mercúrio é 13,6 vezes mais denso que a água, a altura da coluna de mercúrio deveria ser 13,6 vezes menor que a altura máxima atingida pela água.
Esse experimento foi realizado com sucesso quatro anos antes de sua morte pelo seu colega Vincenzo Viviani, e provocou o desmoronamento da teoria do “horror ao vácuo”.
Com o experimento idealizado por Torricelli, ficou claro para os físicos e engenheiros da época que a pressão atmosférica existia e possuia valor bem definido: 76 cm de Hg ao nível do mar. Esse mesmo experimento realizado sobre uma montanha, por exemplo, vai nos fornecer um valor menor para a pressão atmosférica, afinal a pressão diminui a medida que subimos.
Até hoje a pressão costuma ser medida em função da altura de coluna de mercúrio que ela consegue sustentar.
Manômetro de tubo aberto
No esquema percebemos que a pressão exercida pelo gás em um dos ramos do tubo (no ponto A) corresponde à pressão atmosférica somada com a pressão exercida por uma altura h do líquido. Se o líquido for mercúrio, basta somar a altura h em centímetros com a pressão atmosférica local, que se for ao nível do mar será de 76 cm.
A diferença entre um manômetro e um barômetro é que o segundo mede pressão atmosférica enquanto o manômetro mede qualquer pressão (arterial, por exemplo)
Manômetro clínico
O manômetro da figura abaixo é muito comum em hospitais pela sua precisão. Com uma bomba a enfermeira enche a bolsa de ar no braço do paciente até bloquear completamente a circulação sanguínea. A pressão necessária para isso é mostrada no tubo com mercúrio que está em pé sobre a mesa. Com a mão esquerda ela libera o ar da bolsa devagarzinho ao mesmo tempo em que escuta no estetoscópio o momento exato em que o sangue volta a circular. Nesse instante ela olha o nível do mercúrio no tubo na mesa e marca: essa é a pressão de sístole, ou seja, é a pressão que o coração faz sobre o sangue quando se contrai. Normalmente esse valor é em torno de 12 cm. Ela continua esvaziando a bolsa e ouvindo os batimentos até o momento em que deixar de ouvir. Então ela vê o novo valor de pressão no tubo. Valor menor que o primeiro que corresponde à pressão de diástole que é a pressão com que o sangue retorna ao coração. Normalmente esse valor gira em torno de 8 cm.
Como o tubo contendo mercúrio tem uma de suas extremidades aberta à atmosfera, os valores medidos (12 cm por 8 cm) são o quanto a nossa pressão ultrapassa a pressão atmosférica local.
É por esse motivo que quando alguém sofre um corte em uma veia ou artéria, o sangue consegue vencer a pressão atmosférica e jorra. Que macabro!
Todos nós sabemos que pressão é uma força distribuída em uma superfície. Se não, basta abrir a página de qualquer livro, apostila ou site para ver que
P = F/A
Obviamente que a unidade de pressão deve conter uma unidade de força (N, kgf…) dividida por uma unidade de área (m2, cm2…), lembramos então que no S.I. a unidade de pressão é o N/m2 - Newton por metro quadrado - que também é chamado de Pascal (Pa).
Os cálculos envolvidos são pura engenharia:
cálculos engenhosos de áreas, as vezes um tanto estranhas;
Transformações de unidades;
cálculos de forças, como a força peso;
Decomposição de vetores, pois somente a componente perpendicular (normal) à superfície é que nos interessa nesse cálculo.
Portanto, nos cálculos iremos precisar de um pouco de habilidade matemática.
Exemplo contextualizado
Um dia eu estava no posto de gasolina perto da minha casa, esperando para lavarem o meu carro. Sem ter o que fazer e já entediado com aquela situação decidi brincar um pouco…
Resolvi que eu iria medir a massa do meu carro ali mesmo usando o conceito de pressão. Planejei os seguintes passos:
Primeiro eu calibrei os 4 pneus do carro lá mesmo no posto em 28 libras (na verdade, como é uma unidade de pressão, é libras-força por polegada quadrada).
Depois eu peguei o conversor de unidades do meu celular e converti as 28 libras para N/m2 o que me deu aproximadamente p = 1,9 . 105 N/m2.
Agora fica claro que só preciso saber a área de contato do carro com o chão e isso foi fácil com a ajuda do próprio ar do calibrador. Usando o ar comprimido do calibrador eu “varri” a areia ao redor de um dos pneus e quando eu tirei o carro dali sobrou areia somente onde ele encostava no chão, ou seja, a área de contato do pneu com o chão. Era um retângulo de aproximadamente 200 cm2, que dá 2,0 . 10-2 m2. Como são 4 pneus e eu verifiquei no olhômetro que o carro estava horizontal, as áreas deve ser aproximadamente iguais, portanto a área total deve ser A = 4 . (2,0 . 10-2 m2) =8,0 . 10-2 m2.
O cálculo em si é muito simples. Como p = F/A, temos que F (peso) = p . A. Portanto a massa do meu carro vale aproximadamente
F (peso) = p . A
m . g = p . A
m = (p . A)/g
m = (1,9 . 105N/m2 . 8 . 10-2m2)/ 10 m/s2
m ≈1.500 Kg
O que é que foi? Nunca viu ninguém medir a massa do carro quando não se tem nada o que fazer?
Vamos analisar melhor a ideia da pressão
p = F/A
temos que a pressão p é diretamente proporcional à força F e inversamente proporcional à área A.
Por exemplo:
Para um mesmo peso P, se quisermos diminuir a pressão p basta aumentar a área de contato A.
Na construção civil, as sapatas ou alicerces são construídos de forma a reduzir a pressão da construção no solo, distribuindo melhor o peso e evitando assim rachaduras e o afundamento da obra.
Os dormentes são essas madeiras colocadas transversais aos trilhos do trem com o objetivo de aumentar bastante a área de contato para diminuir a pressão do trem. Sem elas, os trilhos afundariam na primeira viagem do trem.
Os calçados em forma de raquete são muito utilizados pelos esquimós e por várias populações que vivem no círculo polar ártico.
A enorme área de contato dos esquis com a neve permite que o esquiador deslize sobre ela afundando bem menos do que afundaria se estivesse sem os esquis.
Se quisermos aumentar a pressão basta diminuir a área de contato.
As lâminas incrivelmente afiadas dos patins provocaram alguns cortes muito feios nas Olimpíadas de Inverno agora em Vancouver.
A enorme pressão provocada pelas lâminas derrete o gelo por onde passa, fazendo assim com que deslizem suavemente sobre o gelo.
Tente calcular a área de contato de uma agulha. É uma pressão tão grande que perfura a nossa pele e mal sentimos.
Obs.: as agulhas usadas para alguns antibióticos como Benzetacil, são um pouco mais grossas pois o líquido é mais grosso. Por isso dóem mais.
Tente imaginar a pressão que um salto desses exerce no chão. Nunca dê um salto desses para sua namorada. A vítima pode ser você.
Pense agora no estrago que essa faca pode causar nos órgãos vitais de algum iraquiano, ou talvez algum afegão, vietcong, norte-coreano, iraniano, chinês….
Se cuida Bin Laden!
Pressão nos fluidos
Quando temos clara a ideia da pressão como uma força que atua sobre uma área, podemos analisar a pressão exercida pelos fluidos.
Pressão nos líquidos
Depende da massa específica μ (densidade) do líquido;
A pressão exercida por uma coluna de 76 cm de mercúrio é equivalente à pressão exercida por aproximadamente 10 metros de água pura.
depende da gravidade local g;
depende da profundidade h em relação à superfície do líquido.
Teorema de Stevin
p = p0 +μ . g . h
A pressão em função da profundidade (p x h) é um exemplo clássico de uma função do 1º grau, onde seu gráfico é uma reta, como a que vemos abaixo:
Quanto maior a profundidade h, maior a pressão. E patm é a pressão em profundidade zero, ou seja, na superfície.
A principal conclusão desse teorema é que dois pontos em um mesmo líquido e em um mesmo nível (profundidade), suportam pressões iguais.
Paradoxo hidrostático
A pressão exercida por um líquido não depende do formato do recipiente, nem do peso do líquido no recipiente. No exemplo abaixo, a pressão exercida pelo líquido no fundo dos recipientes abaixo é a mesma nos três casos.
Vasos comunicantes
Nos líquidos em equilíbrio, pelo teorema de Stevin, vemos que a superfície de um mesmo líquido em vasos comunicantes deve estar no mesmo nível (todo pedreiro sabe disso). Por haver comunicação entre os vasos e suas superfícies estarem sujeitas à mesma pressão, obrigatoriamente o nível deverá ser o mesmo.
Obs.: isso não é válido se os vasos forem capilares.
Pressão nos gases
A pressão exercida por um gás está relacionada ao número de colisões das moléculas do gás nas paredes do recipiente. Por isso deve estar relacionada à outras duas variáveis, que são o volume V e a temperatura absoluta T. As equações que relacionam essas grandezas são estudadas no estudo dos gases.
Eu comentei com alguns amigos meus no Japão sobre a dificuldade de explicar para os meus alunos o que eram ondas mecânicas e transversais. Aí eles resolveram me dar uma mãozinha….
Assista nesse vídeo um exemplo de uma onda mecânica transversal se propagando em um meio muito louco.
São 35 questões discursivas e de múltipla escolha de alta qualidade, com as figuras originais, selecionadas por mim sobre os fundamentos da cinemática, tais como velocidade média, classifiação dos movimentos, funções horárias do movimento entre outras.
Se você é professor, monte sua prova rapidinho só no Ctrl+C e Ctrl+V.
Se você é vestibulando ou um candidato a físico, engenheiro, ou qualquer outro tipo de CDF resolva todas as questões e divirta-se. Ou envie a resolução que eu publico aqui!
Navegue através dos links resposta,topoe gabaritoe nas respostas retorne às questões clicando nos números [3].
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1) Um barco de comprimento L = 80 m, navegando no sentido da correnteza de um rio, passa sob uma ponte de largura D = 25 m, como indicado na figura.Sabendo-se que a velocidade do barco em relação ao rio é vB = 14 km/h, e a velocidade do rio em relação às margens é vR = 4 km/h, determine em quanto tempo o barco passa completamente por baixo da ponte, em segundos.
São 40 questões discursivas e de múltipla escolha de alta qualidade, com as figuras originais, selecionadas por mim sobre análise dimensional, ordem de grandeza e notação científica.
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1) (Ufc 96) O sistema solar tem 4,5 x 109 anos de idade. Os primeiros hominídeos surgiram na Terra há cerca de 4,5 milhões de anos.
Imagine uma escala em que o tempo transcorrido entre o surgimento do sistema solar e a época atual corresponda a um ano de 365 dias. De acordo com tal escala, há quantas horas os hominídeos surgiram na Terra? Aproxime sua resposta para um número inteiro apropriado.
São instrumentos que servem para indicar se um corpo está ou não eletrizado. Existem vários tipos de eletroscópio.
Pêndulo elétrico
É o mais simples de todos. É constituído de uma pequena e leve esfera suspensa por um fio de material mau condutor. Esse fio é preso a um suporte S. Para verificar se um corpo C está eletrizado, nós o aproximamos da esfera. Se o corpo estiver eletrizado, a esfera será atraída, entrará em contato com o corpo e depois será repelida. Se o corpo estiver neutro, a esfera permanecerá em repouso.
São 11 questões discursivas e de múltipla escolha de alta qualidade, com as figuras originais, selecionadas por mim sobre os algarismos significativos e operações com significativos.
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1) (Unesp 90) A velocidade típica de propagação de um pulso elétrico através de uma célula nervosa é 25 m/s. Estime o intervalo de tempo necessário para você sentir uma alfinetada na ponta do seu dedo indicador. (Dê o resultado com dois algarismos significativos).
O comprimento de onda das radiações depende da temperatura do corpo que emite energia. O Sol apresenta um brilho branco incandescente e a sua energia localizada na parte visível do espectro, é denominada radiação de ondas curtas. A Terra e a atmosfera se aquecem absorvendo radiações de ondas curtas, porém a energia que recebem não é suficiente para ficarem muito quentes. Em conseqüência disso, irradiam energia em temperaturas muito inferiores às do Sol e essa radiação é emitida em ondas longas, na faixa infravermelha do espectro. A radiação da Terra e sua atmosfera é sentida muito mais como calor do que vista como luz. Você já deve ter sentido o calor irradiado pelo calçamento, pelo solo e por outras superfícies, nas épocas quentes do ano.
São 43 questões discursivas e de múltipla escolha de alta qualidade, com as figuras originais, selecionadas por mim sobre a dilatação térmica.
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1) (Ufpe 96) O gráfico a seguir representa a variação, em milímetros, do comprimento de uma barra metálica, de tamanho inicial igual a 1 000 m, aquecida em um forno industrial. Qual é o valor do coeficiente de dilatação térmica linear do material de que é feita a barra, em unidades de 10-6/°C?
Em primeiro lugar, se houvesse uma luneta disponível, eu acompanharia por algum tempo Júpiter e seus 4 maiores satélites: Io, Europa, Ganímedes e Callisto, com o objetivo de quebrar alguma eventual resistência a respeito do movimento orbital (como fez Galileu). Se a luneta não estiver disponível, o mesmo efeito pode ser obtido analisando-se o movimento da lua com suas fases.
Depois disso fotografaria o nascente imediatamente antes do nascer do sol durante algum tempo para que todos pudessem perceber que o “pano de fundo” das estrelas fixas muda aproximadamente 1 grau por dia. Seria então mais simples mostrar que após 1 ano (365 dias) tornaríamos a ver o mesmo pano de fundo da 1ª fotografia, pois a Terra teria completado uma volta ao redor do sol (360º). Nesse momento também seria oportuno fazer uma discussão - ainda que superficial - da 2ª lei de Kepler, pois em determinado período a posição das estrelas fixas varia um pouco mais que 1 grau (periélio) e em outro, um pouco menos (afélio).
Nesse ínterim poderiam ser observados planetas como Mercúrio,Vênus e Marte, com seus “estranhos movimentos” contra o pano de fundo (estrelas fixas). Explicaria os movimentos de laço usando a analogia da corrida de cavalos. Com esse estudo poderia posicionar a órbita da Terra, mostrando que é interna à órbita de Marte e externa à órbita de Mercúrio e Vênus.
O estudo das estações do ano e da variação da posição que o sol nasce (solstícios e equinócios) seria o complemento final nesse estudo sedimentando a idéia do movimento do nosso maravilhoso planeta ao redor do Sol.
São 27 questões discursivas e de múltipla escolha selecionadas por mim sobre termometria, escalas termométricas, conversão entre escalas, variações de temperatura e equilíbrio térmico.
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1) (Ufrrj 2004) Um mecânico, medindo a temperatura de um dispositivo do motor do carro de um turista americano, usou um termômetro cuja leitura digital foi de 92°C. Para que o turista entendesse melhor a temperatura, o mecânico teve de converter a unidade de temperatura para Fahrenheit.
Qual foi o valor da temperatura após esta conversão?
São 26 questões discursivas e de múltipla escolha selecionadas por mim sobre a relação entre velocidade, comprimento de onda, frequência e período. Variados níveis de dificuldade.
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1) (Fuvest 91) A figura a seguir representa, nos instantes t = 0 s e t = 2,0 s, configurações de uma corda sob tensão constante, na qual se propaga um pulso cuja forma não varia.
a) Qual a velocidade de propagação do pulso?
b) Indique em uma figura a direção e o sentido das velocidades dos pontos materiais A e B da corda, no instante t = 0 s.
São 50 questões discursivas e de múltipla escolha de alta qualidade, com as figuras originais, selecionadas por mim sobre espelhos planos, classificação de imagens, rotação e translação de espelhos planos, triangulações entre outros.
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1) (Fuvest 91) A figura adiante representa um objeto A colocado a uma distância de 2,0 m de um espelho plano S, e uma lâmpada L colocada à distância de 6,0 m do espelho.
a) Desenhe o raio emitido por L e refletido em S que atinge A. Explique a construção.
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