by GREGO®
Em primeiro lugar, se houvesse uma luneta disponível, eu acompanharia por algum tempo Júpiter e seus 4 maiores satélites: Io, Europa, Ganímedes e Callisto, com o objetivo de quebrar alguma eventual resistência a respeito do movimento orbital (como fez Galileu). Se a luneta não estiver disponível, o mesmo efeito pode ser obtido analisando-se o movimento da lua com suas fases.
Depois disso fotografaria o nascente imediatamente antes do nascer do sol durante algum tempo para que todos pudessem perceber que o “pano de fundo” das estrelas fixas muda aproximadamente 1 grau por dia. Seria então mais simples mostrar que após 1 ano (365 dias) tornaríamos a ver o mesmo pano de fundo da 1ª fotografia, pois a Terra teria completado uma volta ao redor do sol (360º). Nesse momento também seria oportuno fazer uma discussão - ainda que superficial - da 2ª lei de Kepler, pois em determinado período a posição das estrelas fixas varia um pouco mais que 1 grau (periélio) e em outro, um pouco menos (afélio).
Nesse ínterim poderiam ser observados planetas como Mercúrio,Vênus e Marte, com seus “estranhos movimentos” contra o pano de fundo (estrelas fixas). Explicaria os movimentos de laço usando a analogia da corrida de cavalos. Com esse estudo poderia posicionar a órbita da Terra, mostrando que é interna à órbita de Marte e externa à órbita de Mercúrio e Vênus.
O estudo das estações do ano e da variação da posição que o sol nasce (solstícios e equinócios) seria o complemento final nesse estudo sedimentando a idéia do movimento do nosso maravilhoso planeta ao redor do Sol.


Uppercut do leitor