by GREGO®
Alguns acreditavam que a luz possuísse velocidade infinita. Outros acreditavam que fosse finita porém muito grande. Dentre os que acreditavam que ela pudesse ser finita, medir a velocidade da luz era um grande desafio que sempre despertou grande interesse dos grandes homens da ciência.
Galileu
Conta-se que Galileu teria subido ao alto de uma colina com uma lanterna e um dispositivo capaz de medir tempo (provavelmente algum pêndulo) e um ajudante teria subido em outra que poderia ser vista da primeira. O plano era simples:
Galileu acenderia sua lanterna e iniciaria a contagem das oscilações do seu pêndulo, a luz se propagaria até a outra colina e quando seu ajudante enxergasse o brilho da lanterna de Galileu, acenderia a sua lanterna também. Quando Galileu visse o brilho da lanterna de seu ajudante faria um cálculo simples: v = d/t. Onde a distância d entre as colinas era conhecida e o tempo t seria medido pelo nº de oscilações do pêndulo.
O problema era que o pêndulo de Galileu deveria ser capaz de medir tempos da ordem de 10-5 segundos para que eles obtivesse êxito em sua empreitada. Ao ser questionado sobre o valor que havia encontrado para a velocidade da luz ele respondeu: - É rápida!.
Römer
Já em 1676, o dinamarquês Olaf Römer percebeu um atraso de aproximadamente 17 minutos no movimento de translação do satélite Io de Júpiter quando a Terra completava meia volta em torno do Sol (6 meses). E que após mais 6 meses o horário voltava ao normal.
Concluiu acertadamente que esse atraso se dava pelo fato de a luz ter que percorrer um maior trajeto até chegar aos nossos olhos.

Em 6 meses Júpiter se desloca muito pouco enquanto a Terra se distanciava o equivalente ao diâmetro de sua órbita.
Como na época já haviam estimativas sobre o valor do diâmetro da órbita da Terra ao redor do Sol, ele usou v = d/t (onde a distância d seria o diâmetro da órbita e o tempo t seria os 17 minutos) chegando ao valor v = 2,14 . 108 m/s mostrando que a velocidade da luz era finita. Um feito extraordinário para sua época!
Desde então uma série de experiências cada vez mais sofisticadas foram realizadas até obtermos o valor aceito atualmente que é de v = 2,997924588 . 108 m/s ± 0,2 m/s.
Fizeau
A primeira tentativa bem-sucedida de medir a velocidade da luz através de métodos terrestres foi realizada pelo francês Armand Hippolyte Louis Fizeau (1819-1896). Fizeau criou um engenhoso processo que representamos simplificadamente na figura abaixo:

A luz que vem de uma fonte F, passa pelo orifício de um anteparo A, transformando-se em um estreito feixe de luz. Essa luz incide num espelho semiprateado E1, o qual permite que parte da luz seja refletida para baixo e outra parte siga em linha reta, indo atingir um outro espelho E2; neste ela se reflete e volta, atinindo novamente o espelho E1, quando parte da luz é refletida para o olho do observador.
Entre os dois espelhoshá uma roda dentada em que a largura de cada dente é igual a largura dos vãos. A roda é posta a girar com velocidade angular crescente.
Enquanto a velocidade da roda é pequena, aluz que passa por um vão entre dois dentes consegue ir e voltar antes que um dente se interponha no caminho da luz; assim, o observador recebe continuamente a luz.
Aumentando-se gradativamente a velocidade da roda, há um valor para o qual a luz que passa por um vão, quando volta, encontra o dente seguinte; para essa velocidade angular o observador deixa de observar a luz.
Sendo T o período da roda e n o número de dentes, o número total de vãos e dentes é 2n e, assim, o intervalo de tempo entre um vão e um dente seguinte é:
Δt = T/2n
Por outro lado, esse intervalo de tempo também é dado por:
Δt = 2D/v
Onde v é a velocidade da luz e D é a distância entre a roda e o segundo espelho. Assim:
2D/v = T/2n → v = 4nDf
onde f é a freqüência da roda.
Numa das várias experiências realizadas por Fizeau, a roda tinha 720 dentes, a distância D era de 8633 m e a freqüência da roda era 12,6 hertz que substituindo na equação acima nos dá:
v = 3,13 . 108 m/s
Aí vai uma tabela com a evolução das medidas da velocidades da luz até os tempos atuais:
| Ano | Pesquisador | País | Método Experimental | Velocidade escalar 108 m/s | Incerteza Experimental m/s |
| 1600 | Galileu | Itália | Lanternas e obturadores | “rápida” | ? |
| 1676 | Röemer | França | Luas de Júpter | 2,14 | ? |
| 1729 | Bradley | Inglaterra | Aberração da luz | 3,08 | ? |
| 1849 | Fizeau | França | Roda dentada | 3,14 | ? |
| 1879 | Michelson | E.U.A. | Espelho giratório | 2,99910 | 75000 |
| Michelson | E. U. A. | Espelho giratório | 2,99798 | 22000 | |
| 1950 | Essen | Inglaterra | Cavidade de microondas | 2,99798 | 1000 |
| 1958 | Froome | Inglaterra | Interferômetro | 2,997925 | 100 |
| 1972 | Evenson et al. | E. U. A. | Laser | 2,997924574 | 1,1 |
| 1974 | Blaney et al. | Inglaterra | Laser | 2,997924590 | 0,6 |
| 1976 | Woods et al. | Inglaterra | Laser | 2,997924588 | 0,2 |


julho 6th, 2010 às 11:56
é um ótimo poster, eu sempre {gosto|adoro} de ler o que você encreve, {no meu blog|em meu blog| no meu site| em meu website} tambèm tem ums contéudos e umas notícias interessantes. beijos.http://notebooksacer.blogspot.com