by GREGO®
Estique o seu braço, coloque seu polegar diante de seus olhos e me responda à seguinte pergunta:
Quantos polegares seriam necessários para se conseguir tampar completamente uma magnífica Lua cheia próxima ao horizonte? Um? Dois? Um punho cerrado seria suficiente?

A resposta é fácil de se obter. Na próxima noite de Lua cheia faça a experiência e ficará surpreso com o resultado. O diâmetro angular da Lua é de apenas meio grau independente da sua posição no céu. O seu polegar visto de um braço de distância é capaz de ocultar duas Luas cheias alinhadas! Se o diâmetro angular da Lua é difícil de imaginar, é porque o nosso satélite está tão distante que nos faltam pontos de referência. Os seres humanos conseguem estimar com grande precisão o tamanho de objetos a diferentes distâncias. Se virmos um garoto a um metro de distância e um homem a vinte, percebemos perfeitamente que este é mais alto do que a criança, apesar de o garoto ocupar uma maior área do nosso campo de visão. Nosso cérebro compensa as dimensões aparentes pela distância a que calculamos estarem os objetos.
É o que se passa com a Lua e com o Sol. Estes astros estão tão longe que os nossos olhos e o nosso cérebro não conseguem fornecer-nos uma boa estimativa da sua distância. Para nós, a Lua e o Sol estão no infinito. E como se mede o infinito? Algumas vezes a Lua e o Sol aparecem-nos maiores. É o que se passa quando estão junto ao horizonte, nomeadamente quando vemos o Sol pôr-se sobre o mar ou vemos a Lua Cheia nascer muito baixo, mesmo junto ao horizonte leste.
A Lua aparece fortemente iluminada quando começa a escurecer, aparecendo redonda e amarelada entre os montes, as casas e as árvores. Nessa altura, todos apostam que a Lua está maior. Será que há algum fenômeno de refração atmosférica que a torna tão grande?
Quem nunca mediu uma Lua nascente tem dificuldade em se convencer que a Lua não mudou de tamanho.
No segundo século depois de Cristo, o astrônomo alexandrino Ptolomeu avançou uma explicação para este paradoxo. Segundo a sua teoria, um astro visto através de um «espaço cheio», como o é o horizonte, parecerá mais distante do que um astro visto no espaço vazio, isto é, alto no céu. Esta explicação ficou conhecida como a teoria da «distância aparente», pois seriam os objetos junto ao horizonte que forneceriam ao cérebro a informação de que a Lua se encontra muito distante de nós, mais do que qualquer objeto sobre a Terra. Pelo contrário, quando a Lua se apresenta alto no céu, o observador não conseguiria estimar a sua distância e julgaria que esta se encontra mais perto do que o que na realidade está. Como o diâmetro angular do astro não muda, quando este está junto ao horizonte parece estar mais longe e o observador estima então um tamanho maior.
Em oposição a esta teoria, alguns pensadores avançaram uma outra explicação, conhecida como a do «tamanho aparente»: os olhos e o cérebro estimariam a dimensão do objeto pela maneira como os olhos o focam e seria essa dimensão estimada que daria pistas para a percepção da sua distância. Quando a Lua está junto ao horizonte, os olhos focá-la-iam de maneira diferente, dando a ilusão de que esta é maior e se encontra portanto mais perto.
James Kaufman, que é investigador da IBM, imaginou uma experiência em computador que permite medir a distância que um observador estima para um objeto. Uma versão simplificada da sua experiência pode ser reproduzida através da Internet, no endereço http://nautilus.fis.uc.pt/.
Nessa experiência, o observador é convidado a focar os olhos em imagens da Lua, até criar uma visão estereográfica, isto é, em relevo, dessas imagens. O computador muda então a posição relativa do desenho da Lua, obrigando os olhos a focarem a imagem «mais perto» e «mais longe».


abril 26th, 2010 às 20:33
Olá professor tudo bem. Eu tenho uma grande dúvida sobre o movimento de projéteis.
Muitas armas de fogo possuem raiamento no interior do cano. Esses raiamentos produzem estabilidade no movimento do projétil
permitido que o mesmo tenha uma precisão maior e um grande poder de penetração.
Eu sei que essa estabilidade se dá por causa do momento angular e sua conservação, mas não consigo visualizar um diagrama
que permita ver esse estabilidade. Falo isso porque temos o peso do projétil que poderia gerar um torque e mudar a direção do
momento angular e consequentemente a direção do projétil.
Quando uma bola é chutada “de rosca ou trivela” dá pra perceber o diagrama que permite ela pegar uma curva pra direita ou esquerda
dependendo do chute, pois a rotação da bola em um dos lados será contrário a direção do movimento de translação dela, o que provocará
torques diferentes nos lados e uma resultante não nula do mesmo. Mas no projétil não teremos isso, pois a rotação dele em nenhum dos seus lados
será contrario a direção do seu movimento de translação resultando em um torque nulo em todos os pontos.
Eu acho que esse raciocínio vale também para projéteis que saem de armas nao raiadas.
Com isso era para que os dois fossem estáveis durante a sua trajetória o que não acontece.
Porque isso acontece?
Como atua o momento angular no projétil em rotação?
O momento angular influencia no tempo de queda do projétil?
Porque o projétil em rotação não executa movimentos de rotação da direção do seu movimento e somente movimentos rotacionais perpendiculares a direção do seu movimento?
Ainda tenhos outras dúvidas se puder tirar
A velocidade de um carro muda quando se troca as rodas por outras rodas maiores? Porque?
Porque a lua parece maior quando está nascendo (em dias de lua cheia)?
Qual é a constante de resfriamento de um corpo humano (aproximadamente)?
Olha professor essas duvidas estão me acompanhando a muito tempo e ficaria muito satisfeito se me ajudasse nas respostas.
Atenciosamente,
Leandro
junho 2nd, 2009 às 1:30
[...] Porque é que a Lua parece maior quando está junto ao horizonte? Estique o seu braço, coloque seu polegar diante de seus olhos e me responda à seguinte pergunta: Quantos polegares seriam necessários para se conseguir tampar completamente uma magnífica Lua cheia próxima ao horizonte? Um? Dois? Um punho cerrado seria suficiente? Agora tente imaginar a Lua cheia em um ponto mais elevado no céu e distante do horizonte. Quantos polegares seriam necessários? [...]