O bizarro mundo quântico

by GREGO®



 

Se você iluminar com uma luz brilhante um pedaço de cartolina com um pequeno orifício (furo de um alfinete, por exemplo) a luz sofrerá difração e aquele pequeno furo será como uma pequena fonte de luz. Agora coloque um outro pedaço de cartolina com dois pequenos furos no caminho da luz que emana do primeiro furo. Finalmente coloque um terceiro pedaço de cartolina branco sem furos, para servir de tela. Faça tudo isso em uma sala escurecida e você perceberá que na tela se formará um típico padrão de interferência.

 

Dupla fenda

 

Esse experimento é conhecido como “a dupla fenda” e foi concebido por Thomas Young com o propósito de mostrar o comportamento ondulatório da luz. Realmente, a luz deveria ser uma onda e não uma partícula como queria o inoxidável Isaac Newton.

Em uma outra ocasião irei mostrar também que o triunfo da teoria ondulatória da luz conquistado por Young durou pouco. O efeito fotoelétrico colocou a teoria ondulatória em xeque.

 

 

Em um sistema quântico, você nunca pode ter certeza do resultado de um experimento. O máximo que podemos fazer é calcular as probabilidades de obtermos um ou outro resultado. Hoje em dia conseguimos facilmente lançar elétrons de um em um, com a freqüência que desejarmos. Quando um único elétron se depara com os dois orifícios - contanto que ninguém olhe pra ele - padrões de interferência insistem em se formar na tela do experimento. O elétron parece passar pelos dois orifícios ao mesmo tempo, e ainda ao emergir do outro lado dos orifícios, ele interfere consigo mesmo! Formando assim o padrão observado.

Algo mais estranho ainda acontece quando alguém resolve bisbilhotar e tenta descobrir por qual das fendas o elétron passa: o elétron resolve esconder o jogo e simplesmente deixa de se comportar como uma onda e volta a ser a partícula que Sr. Isaac Newton imaginara. Os detectores de elétrons que você instalou detectam que a metade deles passou por um dos orifícios e a outra metade pelo outro e o padrão de interferência desaparece. De alguma forma, o ato de observar, com qualquer instrumento de medição, interfere no sistema e ele passa a agir diferente.


4 comments to O bizarro mundo quântico

  1. jessica
    julho 24th, 2009 às 19:40

    o vídeo tem uma explicação até plausível mas é realmente irrelevante que o elétron tenha esse tipo de comportamento, isso loucura !

  2. Stavros
    fevereiro 12th, 2009 às 13:50

    Muito legal seu comentário Marvin,

    “bater na trave” está sendo usado por você para explicar a difração, mas é um modelo que pode ser facilmente desmentido: se nós modificarmos a largura da fenda, por exemplo, podemos aumentar, diminuir e até eliminar as fanjas de interferência sem diminuir o número de “bolas na trave”. Se resolvermos mudar o ângulo de incidência do feixe de elétrons de modo a modificar o número de “bolas na trave”, obtemos resultados que não são compatíveis com esse modelo.

    O modelo ondulatório de difração e interferência explica muito bem os resultados obtidos experimentalmente no experimento da fenda dupla. Até aí tudo bem. Os problemas aparecem de fato quando tentamos detectar por onde o elétron “passou”…

    Essa explicação não é “meio esquisita” como você diz, ela é muito esquisita, no entanto é cada vez maior a procura por físicos para ajudar a explicar o resultado obtido por algumas correntes de pensamento como: O poder infinito de sua mente e A lei da atração.

    Um abraço Marvin e obrigado pelo comentário

  3. MarVin
    fevereiro 12th, 2009 às 9:51

    Alguém já pensou na possibilidade de os elétrons simplesmente ricochetearem (”bater na trave”)na extremidade da fenda se desviando do curso e gerando assim o modelo de interferência?
    Acho meio esquisito essa história de o elétron sacar que está sendo observado e escolher se comportar dessa ou daquela forma….. ele ficou tímido?

    O modo como a idéia foi apresentada dá a impressão de que simplesmente observar nos faz transformar o universo - de um modelo de interferência em um modelo.

    Parece mais lógico que o observador determina o comportamento da partícula/onda e não o inverso.

    Sei lá, assisti ao “Quem Somos Nós” e cheguei à conclusão de que não adianta tentar medir ou entender as coisas que vemos. Tudo muda o tempo todo, tudo é tudo ao mesmo tempo, tudo é uma coisa só ao mesmo tempo e tudo é nada o tempo todo…. aff

    Um dia espero que essa coisas façam algum sentido.

    De qualquer forma é divertido tentar achar lógica nisso.

  4. Felipe
    maio 30th, 2008 às 13:18

    muito louco
    não da pra entender
    quem sabe daqui uns 10 anos alguem explique isso direito.

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